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BRASIL, Nordeste, EUNAPOLIS, CENTRO, Homem, de 15 a 19 anos, Bebidas e vinhos, Dinheiro, sobreviver em Eunápolis
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O que proferir sobre 2011?

 

 

Pra este ser que vos escrever, politicamente foi mediano, socialmente muito bom, e, no equilíbrio da balança Dhattiana, bom. Ano complexo, de grandes atividades políticas. Mais um ano de alguns, relevantes, projetos escritos, e de contemplação de antigos projetos. Ano de construção de DCEs em IES sergipanas desprovidas destas entidades. Ano de refundação da União Estadual dos Estudantes de Sergipe – UEES. Ano de mais, e muitas, viagens. Ano de reafirmação de valores familiares. Ano de valorização das cautelas com o meio, das amizades aos interesses envoltos. Ano de surpresas, de resguardo ideológico, de traição ideológica, de nascimento ideológico e, sobretudo, de profícuo amadurecimento ideológico!

Embora muito a expressar, como sempre fico no meu ostracismo e introspectivo silêncio. Aos que me circundam, lhes incumbo de traduzir o meu ano.

 

DCEs reunidos pela refundação da UEES

Thiago Dhatt

O Livro "A Privataria Tucana" foi a sensação do ano!

Obs. Um dos poucos privilegiados a ter a disputada primeira edição, esgotada no primeiro dia. Estou leiloando este exemplar. kkkkkkk

 

 

UEES - União Estadual dos Estudantes de Sergipe



- Postado por: Thiago Dhatt ou Danilo Dema às 00h38
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Procurando um tempo pra escrever de forma mais contínua neste blog, no entanto, a princípio, contento-me com esta mania esporádica (uma vez ao ano) de publicar aqui resquícios que simbolizam minhas atividades durante o ano. 2010 não foi diferente dos últimos, minhas incumbências na UNE, as atividades da militância universitária... Publico aqui uma amostra singela, mas não menos relevante, das minhas autorias que tanto beneficiam o coletivo.

 

Revogação do 25% da Transferência Interna da Universidade Federal de Sergipe. Pra não sintetizar o seu significado, ler documento para entender o porquê:

 

 http://www.4shared.com/document/TCHb2QXM/Abaixo_os_25_CONEPE.html

 

 

Thiago Dhatt

Atividade na Conferência Nacional de Educação

 

 

 

Thiago Dhatt

União Nacional dos Estudantes

 

 

Thiago Dhatt

Plenário, Congresso Nacional - Brasília    

 



- Postado por: Thiago Dhatt ou Danilo Dema às 21h42
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Para não deixar o blog fadado ao ostracismo inoperante, aqui vai o Link com a cópia do meu projeto aprovado por unanimidade no Conselho Superior da UFS, do qual integro enquanto representante discente. Projeto este, que beneficiará centenas, e em breve, milhares de estudantes de baixa renda na universidade com um auxílio alimentação, que, por enquanto, está estabelecido, por exemplo, para uma residência do interior, o repasse de 920 reais por mês apenas para despesas com alimentação.

 

 

http://www.4shared.com/file/135201253/da72be8/Relatoria_do_Programa_Bolsa_Alimentao.html

 

 

http://unesergipe.zip.net/

 

 

 

 

Thiago Dhatt

 



- Postado por: Thiago Dhatt ou Danilo Dema às 15h20
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Revirando arquivos. Pra não mumificar de vez o blog, esporadicamente exponho algum texto aqui, contudo, este ano de 2008 não expus nenhuma quimera até esta data, mas para o ano não ficar sem nada, resolvi por um texto que escrevi em janeiro para o jornal impresso "O Contexto" feito pelos alunos de Comunicação da UFS, a pedido de uma aluna que produziria uma matéria sobre a maconha, observando dois primas, um que defendesse a descriminalização da droga e outro que a criminalizasse, evidentemente, fiquei com a segunda opção. Mas por algum motivo o jornal não foi produzido durante todo o ano, portanto, para não perder a matéria, a escolhi entre algumas opções e a publicarei aqui no sarcófago textual.

 

Maconha: um mal à saúde pública

 

Na década de 70 o presidente dos EUA Richard Nixon resolveu lançar a guerra contra as drogas, batizando sua política de tolerância zero com a venda e o consumo. O resultado foi catastrófico, a cocaína que andava em baixa se reergueu das cinzas com força total, a população carcerária de crimes relacionados à drogas pulou de 50 mil para 500 mil. O país chegou ao 1º lugar no ranking de consumidores. Chegou a 50% dos alunos do segundo grau.

 

Em contrapartida, também na década de 70, o governo sueco intrigado com a fama do país em ser a capital mundial da troca de casais, um dos centros hippies da Europa, ainda vendo o consumo aumentar desenfreadamente. Então o parlamento instituiu um decreto sob o argumento de resgatar valores morais e "criar uma sociedade livre de drogas". A pena para o consumo foi aumentando gradativamente. O resultado foi exatamente o esperado: Hoje a Suécia não mais tem fama de praticar o swing (troca de casais) e consomem 2,5 vezes menos drogas do que nos anos 70.

 

Por que o contraste sintomático tão exacerbado entre os EUA e à Suécia? Por que a proibição desencadeia resultados pífios em um país e eficientes em outro? "Na Suécia, a má distribuição de renda, que anda de mãos dadas com crimes como o tráfico, é baixa. E o desemprego é inferior à média européia" diz Antônio Maria, diretor-executivo do escritório de drogas da ONU. A seguinte conclusão parece plausível: Num país com alto grau de escolaridade, por que um cidadão se envolveria com o tráfico se sobram oportunidades de emprego e falta o sentimento de injustiça social?

 

No Brasil, um país de desigualdade social demasiada, não há dados científicos sobre o impacto das drogas ilegais, nem o Ministério da Saúde nem o Ministério da Justiça possuem quaisquer estudos sobre as atuais conseqüências no orçamento. Desde os anos 90 o governo não investe em campanhas de esclarecimentos acerca das drogas ilícitas, pois considera que o tema incitará a curiosidade e o consumo. "A maconha deve ser legalizada, mas só quando o Estado estiver preparado para isso. Não é possível conduzir a legalização sem uma política eficaz", diz Fernando Gabeira, Deputado Federal e histórico defensor da maconha.

 

Segundo a psicóloga Juliani Furlan Yamaji, especialista em psicologia clínica e psicanalista em formação pelo Instituto de Psicanálise de São Paulo, "o risco de vício é individual e cada organismo responde de uma forma. O mesmo acontece com o álcool. Um único cigarro de maconha pode tirar três pessoas da condição normal. Com a bebida é a mesma coisa. Alguns bebem um copo de cerveja e já estão no limite, enquanto outros suportam maior quantidade", ela afirma ainda que as pessoas se viciam porque vão em busca de um prazer. "Se o adolescente consegue prazer com outras atividades, ele não procura a droga, que é um prazer fugaz, passageiro, com conseqüências desastrosas", explica Juliani.

 

A psicóloga enfatiza que quem usa droga geralmente não acredita no seu próprio potencial. A maioria busca amenizar alguma angústia, ou fugir da realidade, sendo comum em pessoas que não conseguem encontrar saída para seus problemas.

 

Os efeitos psíquicos são os mais variados, sendo que a sua manifestação depende do organismo e das características da erva consumida. As sensações mais comuns são um bem-estar inicial, relaxamento, calma e vontade de rir. Pode-se sentir angústia, desespero, pânico e letargia. Ocorre ainda uma perda da noção do tempo e espaço além de um prejuízo na memória, latente falta de atenção e de motivação para desempenhar as tarefas mais simples do cotidiano.

 

 

Além de reduzir a defesa das pessoas às doenças, com o uso contínuo, alguns órgãos como o pulmão passam a ser afetados mais seriamente pela maconha. Devido à contínua exposição com a fumaça tóxica da droga, o sistema respiratório do usuário começa a apresentar problemas como bronquite e perda da capacidade respiratória. Além disso, por absorver uma quantidade considerável de alcatrão, presente na fumaça de maconha, alguns estudos sustentam que a erva mais do que a nicotina pode iniciar alterações cancerígenas em células do pulmão, os usuários da droga estão mais sujeitos a desenvolver o câncer de pulmão.

 

De acordo com um relatório divulgado em Londres pela Fundação Britânica do Pulmão, fumar três cigarros de maconha tem o mesmo efeito nos tecidos pulmonares que 20 cigarros normais.

 

Então quais as prováveis decorrências da legalização da maconha em nosso país?  Este pensamento suscita a concepção de "feedback" e seu efeito retroativo, que variáveis são relevantes e que efeitos sintomáticos voltam externando a conseqüência. 

 

É redundante que precisaríamos ampliar o sistema de saúde apto a tratar os vitimados da droga. Hoje o acesso para sanar os males do álcool e tabaco, sobretudo, dos dependentes químicos é debilitado e irrisório. Para fazer um estudo analítico desta dimensão, tomemos como analogia a conjuntura do tabaco que mais se assimila à realidade da maconha.

 

A indústria do tabaco movimenta cerca de 8,5 bilhões de reais por ano no Brasil, gerando uma arrecadação de impostos que chega a 73% do mercado legal, ou 4,6 bilhões de reais, de acordo com a Abifumo (Associação Brasileira da Indústria do Fumo). O comércio clandestino responde por 1,9 bilhão de reais por ano.

 

 "O governo arrecada muito dinheiro com o imposto da produção de tabaco, mas gasta muito mais tratando as doenças relacionadas ao tabaco", afirmou o professor de pneumologia da Universidade de Brasília, Carlos Viegas.

 

Mais de 35% das internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS) são decorrentes de doenças provocadas pelo cigarro. Cerca de 200 mil pessoas morrem por ano no Brasil devido ao tabagismo: um brasileiro a cada cinco minutos.

 

Além dos gastos com saúde, o governo federal brasileiro gasta muito com campanha antitabagista, contabiliza a concessão de aposentadorias precoces, pensões para viúvas e órfãos do tabaco, morte de pessoas na idade produtiva (muitas em sua melhor fase de formação profissional), incêndios, degradação do meio ambiente, queda de produtividade do profissional...

 

O Brasil gasta 5% do seu Produto Interno Bruto (PIB) com os males das substâncias psicoativas. Ou seja, cerca de R$ 50 bilhões são queimados por ano. O cigarro e o álcool estão no topo, com mais de 70% do total. É mais do que o dobro do orçamento anual do País com saúde pública.

 

Dinheiro público que poderia estar sendo destinado às áreas carentes, concentrando esforços no desenvolvimento social, sobretudo, à população em geral, mas acaba arcando com o ônus das conseqüências de uma droga muitas vezes usufruída pelo puro ego-prazer de uma maioria que superestima e projeta seu momento "relaxante" em detrimento da responsabilidade do mal que ela acarreta.

  

 Thiago Dhatt

 



- Postado por: Thiago Dhatt ou Danilo Dema às 19h47
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